sexta-feira, 17 de novembro de 2017

TST lança série de vídeos sobre as mudanças da Reforma Trabalhista

A um mês da entrada em vigor da Lei 13.467/2017, que trata da reforma trabalhista, o canal do Tribunal Superior do Trabalho (TST)  no Youtube lançou uma série de vídeos com as principais alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Sancionada em julho, a nova lei muda diversas regras sobre jornada de trabalho e férias, entre outros temas.
Para tratar as principais mudanças, a série “Antes e Depois da Reforma Trabalhista” conta com 12 vídeos, cada um sobre um ponto específico. A proposta do TST é mostrar de forma objetiva como o assunto era abordado anteriormente e como passará a ser tratado com a reforma. Os interessados podem consultar o conteúdo no canal do TST no Youtube.
Confira: 
Fonte: Revista CIPA

ONU propõe a erradicação do trabalho infantil até 2025


Terminou na ultima quinta-feira (16), em Buenos Aires, a IV Conferência Mundial sobre Erradicação do Trabalho Infantil, organizado pelo Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social da Argentina, com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
 
O Ministério do Trabalho participou da conferência, que contou com a participação de representantes de 193 países e na qual foram discutidas estratégias para o avanço do processo de erradicação do trabalho infantil até 2025, conforme proposto pela Meta 8.7 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. 

Segundo o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, que abriu a IV Conferência Mundial, ainda há 152 milhões de meninos e meninas vítimas do trabalho infantil, quase um a cada dez no mundo. Desse total, quase a metade realiza trabalhos perigosos. "As metas não podem ser mais claras, como também a incômoda realidade de que se não fizermos mais e melhor não vamos conseguir alcançá-las", disse Ryder. 

Para a secretária de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho, Maria Teresa Jensen, que chefiou a delegação brasileira, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil executado pelo governo brasileiro tem obtido muitos avanços, recebendo inclusive elogios em âmbito internacional pelos resultados alcançados no país. "Realizamos mais 7 mil ações de fiscalização no ano passado. Não vamos medir esforços para o cumprimento das metas da Agenda", ressaltou. 

São objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDGs) da Agenda de 2030 da ONU a adoção pelos países-membros de medidas imediatas e efetivas para erradicar o trabalho forçado, acabar com formas contemporâneas de escravidão e tráfico de pessoas e garantir a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo o recrutamento e o uso de crianças-soldados, e, até 2025, acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas (Objetivo 8). 

Segundo dados da PNAD/IBGE, ocorreu queda no número de crianças e adolescentes encontrados em situação de exploração pelo trabalho no Brasil, de 3,3 milhões de crianças encontradas nessa situação em 2014 para 2,7 milhões em 2015, sendo, em sua maioria, crianças e adolescentes na faixa de 5 e 17 anos. 

A IV Conferência discutiu ainda políticas ativas de inclusão social e econômica, em correspondência com a geração de emprego jovem de qualidade e os objetivos listados na Agenda 2030. Fonte: Ministério do Trabalho

sábado, 15 de julho de 2017

JACOBINA: Distribuidora de Alimentos capacita trabalhadores com primeiros socorros e combate a princípios de incêndios

Aula prática de primeiros socorros
Cerca de 30 trabalhadores foram capacitados neste sábado (15/7), com noções básicas de primeiros socorros e combate a princípios de incêndios. A ação faz parte do cumprimento do calendário anual dos programas de saúde e segurança do trabalho, estabelecidos pelo Ministério do Trabalho.

Promovido pela Distribuidora de Alimentos Jacobina, o treinamento teórico/prático foi ministrado pelo especialista em Segurança do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos, Antonio Carlos Alves e pelo Bombeiro Civil e Socorrista, Gilvan Ferreira.

Simulação de combate a princípio de incêndios
O PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, são programas estabelecidos pelas Normas Regulamentadoras NR-7 e NR-9, respectivamente, que visam promover e preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores em decorrência dos riscos (físicos e ambientais) existentes nos locais de trabalho.
As empresas que não cumprirem as exigências destas normas estarão sujeitas a penalidades que variam de multas à interdição do estabelecimento.
Por exemplo: uma empresa que tem três funcionários e ainda não implantou o PCMSO e PPRA, quando fiscalizada, receberá uma multa de até 4.457,46 por cada programa, a depender do auditor-fiscal. As multas são calculadas em função do número de empregados existentes na empresa e do índice de infração (de 1 a 4), que por sua vez é encontrado de acordo com o item/subitem da norma regulamentadora que foi descumprido, tudo conforme prevê o anexo I, da NR 28, que trata especificamente das penalidades.
Veja, portanto, que com a elaboração e implementação do PCMSO e do PPRA o custo benefício é altamente positivo tanto para o empregado, como para o empregador, pois, na medida em que o trabalhador irá receber uma melhor qualidade de vida, com um local de trabalhado mais seguro para desenvolver suas atividades, o empresário estará devidamente documentado, evitando, assim, implicações legais que podem acarretar consideráveis ônus, além, é claro de ter uma melhor produção de seus funcionários e, consequentemente, aumentar o seu faturamento.
Maiores informações: Prevenção Consultoria e Treinamentos (74)99196-6246.

sábado, 3 de junho de 2017

NOVA NORMA VAI REGULAMENTAR ATIVIDADES DE LIMPEZA URBANA


O Grupo de Trabalho encarregado de verificar e estudar as condições de segurança e higiene nos serviços de limpeza urbana apresentou nesta terça-feira (30), em Brasília, o texto base da Norma Regulamentadora (NR) do setor. O grupo é formado por auditores-fiscais do Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) e técnicos da Fundacentro.


O texto, discutido em audiência pública na sede do Ministério do Trabalho, aponta os requisitos mínimos para a gestão de segurança, saúde e conforto nesse tipo de atividade. "Precisamos ter atitude para envolver toda a sociedade, criando a consciência sobre a importância dessa atividade e das medidas de segurança para esses trabalhadores", afirmou o ministro do Trabalho, na abertura da audiência.

As atividades de limpeza urbana que serão regulamentadas pela NR envolvem a coleta de resíduos sólidos, varrição, transbordo, manutenção de áreas verdes, tratamento de resíduos, ponto de recolhimento de resíduos (ecoporto), triagem de recicláveis e destinação final. O texto também abrange raspagem e pintura de meio-fio, capina e roçagem de terrenos, lavagem e conservação de monumentos e de túneis, varrição e lavagem de feiras, vias e praças.

São atividades consideradas insalubres e que expõem os trabalhadores a riscos físicos, ergonômicos, biológicos e de acidentes. "Uma norma que ofereça segurança ao trabalhador que trata com esses resíduos é de fundamental importância", destacou o ministro. "E o diálogo social, através de uma audiência pública com empregadores, trabalhadores e governo, é o caminho mais correto para produzir normas que possam ser efetivamente cumpridas."

Integridade - Os itens previstos incluem desde a organização das atividades, o material de apoio e vestimentas, veículos, máquinas e equipamentos, até o suprimento de água potável e fresca, além de banheiros e pontos de apoio no trajeto da coleta de resíduos. "A intenção é trazer mais condições de saúde e integridade a esses trabalhadores", explicou o secretário substituto de Inspeção do Trabalho, João Paulo Ferreira Machado.

Um dos direitos assegurados é a recusa de fazer a coleta, quando o material estiver acondicionado de forma irregular ou oferecer risco à saúde ou segurança pessoal. "Quem produz e separa os resíduos dentro de casa também tem responsabilidade com a segurança desses trabalhadores. As normas não terão resultado efetivo, se não houver consciência de todos", lembrou o ministro Ronaldo Nogueira.

O presidente da Fundacentro, Paulo Arsego, reforçou que a sociedade deve dar importância à categoria. "Muitas vazes, a população só lembra que esses trabalhadores existem quando eles entram em greve e o lixo não é recolhido", enfatizou. 

Precarização - O procurador Raimundo Lima Ribeiro, representante do Ministério Público do Trabalho, disse que a NR é necessária, devido à "precarização das condições de trabalho" dos profissionais de limpeza urbana. "O texto atende aos principais problemas de segurança e saúde, tratando do controle e da prevenção de acidentes e de adoecimento de trabalhadores", afirmou.

Para Washington Santos, o Maradona, representante da bancada dos trabalhadores na Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), a audiência pública representou um "momento sublime, porque antes as normas de segurança no trabalho eram discutidas apenas nos gabinetes". 

Já o representante dos empregadores, Ariovaldo Caodaglio, diretor da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), lembrou que essas normas vão ser aplicadas em todos os municípios, não apenas nos grandes centros. "Os municípios têm uma importância muito grande em relação ao que vai ser construído (com a NR), porque os serviços de limpeza urbana não são responsabilidade dos Estados ou da União", destacou. Fonte: Ministério do Trabalho 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Mapa de risco: tire aqui suas principais dúvidas!

Uma empresa, para obter bons resultados em sua gestão, precisa oferecer aos seus colaboradores um ambiente seguro e saudável. Nesse momento, um técnico de segurança do trabalho deve exercer sua função com eficiência para evitar acidentes e imprevistos.
Dentro das diversas ferramentas que proporcionam a segurança do trabalho, destaca-se o mapa de risco. Infelizmente, alguns profissionais não o conhecem ou não o utilizam corretamente.
Com o objetivo de ajudá-los, o post de hoje explica o que é e como funciona esse conceito. Continue sua leitura e aprenda mais sobre o assunto.

Descubra o que é mapa de risco

Mapa de risco é uma representação gráfica que mostra uma série de fatores existentes, em um local de trabalho, que podem trazer riscos à saúde e segurança de seus colaboradores.
Para criá-lo, é necessário analisar todos os fatores que integram esse ambiente, como:
  • materiais e equipamentos de trabalho;
  • instalações;
  • posicionamento de peças e maquinários.
Após essa análise, os riscos são separados em categorias. Veja quais elas são e alguns de seus exemplos:
  • físicos: ruídos, pressão, umidade e radiação;
  • químicos: gases;
  • biológicos: fungos, vírus e parasitas;
  • ergonômicos: levantamento de peso, ritmo de trabalho e turnos;
  • acidentes: iluminação, arranjo físicos e incêndio.
Além disso, a intensidade desses valores é separada em: pequeno, médio e grande.
Um mapa de risco deve ser muito bem realizado por um técnico de segurança do trabalho, pois esse material é utilizado para informar a todos o quão perigosa pode ser uma atividade trabalhista.
Portanto, é recomendado utilizar uma linguagem simples e adequada à realidade socioeconômica de seus colaboradores. De nada adianta fazer um mapa de risco correto, se ninguém consegue compreendê-lo, seja pela falta de informações ou de didática.

Quem deve ter um mapa de risco

Segundo a norma regulamentadora NR-5, o mapa de risco de ser realizado pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), desse modo, caso a sua empresa não a tenha, é preciso contratar um parceiro que forneça esse tipo de consultoria.
Além disso, ele sempre deve ser atualizado quando acontecer alguma alteração no ambiente ou no processo produtivo. Portanto, não há como determinar sua validade exata, é preciso analisar cada situação e encontrar novos riscos em sua empresa.
A segurança de seus colaboradores é algo vital para que os acidentes sejam evitados, portanto, não deixe assunto para depois.

Aprenda a criar um mapa de risco

Criar um mapa de risco não é uma tarefa muito complicada, desde que os profissionais responsáveis por sua realização estejam devidamente preparados.
Cada empresa possui características específicas, fazendo com que cada uma produza um tipo de mapa de risco, porém, todas devem seguir o seguinte processo:
  • analisar o ambiente;
  • identificar os riscos;
  • encontrar medidas preventivas;
  • diálogar com colaboradores para encontrar dúvidas e queixas;
  • propor soluções para os problemas;
  • aprovação do mapa de riscos por parte da CIPA.
Os acidentes de trabalho causam grandes prejuízos para um empreendimento, sejam eles humanos, financeiros ou materiais.
Ao criar um mapa de riscos, um técnico de segurança do trabalho, além de mostrar que quer melhorar seu ambiente trabalhista, indica que a saúde de seus colegas é algo imprescindível e que precisa ser protegida. Volk do Brasil

5 documentos essenciais para garantir a segurança no trabalho

Quando o assunto é segurança no trabalho, não há espaço para erros. É preciso tomar todos os cuidados possíveis para garantir a saúde e o bem-estar de todos os funcionários da empresa, de forma que eles possam executar suas funções sem correr riscos.

Existe uma série de documentos que auxiliam os responsáveis pela área tanto no levantamento de dados quanto para atestar a segurança exigida em cada função. Mostraremos aqui 5 documentos essenciais para garantir essa segurança. Confira!

1. Livro de inspeção do MTE


O livro de inspeção é um documento utilizado pelo Auditor Fiscal do Trabalho para inspeção e fiscalização da situação da empresa. É nele que o auditor fará todas as anotações, desde a primeira visita à empresa até as subsequentes. Toda empresa, seja matriz ou filial, precisa ter o documento.
Quando o auditor visita a empresa, ele faz uma série de anotações referentes a irregularidades encontradas, prazo para regularização de itens em inconformidade, registro da visita, entre outros.
Esse documento ajuda a guiar os Técnicos de Segurança no Trabalho na regularização e manutenção da segurança dos funcionários.
O livro é facilmente encontrado em papelarias e lojas da área. Basta pedir pelo Livro de Inspeção do Ministério do Trabalho.

2. Acordo ou Convenção Coletiva


Este documento descreve o acordo negociado entre a empresa e o sindicato responsável, indicando os pontos de atendimento inclusos ou não na norma vigente. Questões como periculosidade, insalubridade, uniformes, EPI, CIPA e outros são identificados conforme definido nesta convenção.
Sua principal função é esclarecer questões de garantia de segurança dos funcionários, podendo ser acessado por eles, em caso de dúvidas, ou pela equipe de segurança no trabalho. Neste caso, ajuda a descrever itens que a empresa deve garantir, sejam equipamentos e ferramentas, sejam políticas de saúde e segurança.

3. Descrição de cargos e funções


A relação entre cargos e funções é fundamental para identificar quais os riscos envolvidos em cada atividade dentro da empresa. Dessa forma, cada funcionário deverá receber treinamentos específicos para o desempenho da sua função.
Alguns documentos, como PPRA e PCMSO, podem ser necessários, de acordo com a função desempenhada pelo funcionário e as características específicas do local de trabalho.

4. PPRA (NR 9)


O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, conforme descrito na NR 9, visa preservar a saúde e segurança dos trabalhadores, identificando possíveis riscos ambientais em seu local de trabalho.
O documento é fundamental para locais de obra, por exemplo, pois atesta a existência de uma análise relacionada aos riscos ambientais e garante as condições necessárias de saúde e segurança do funcionário.

5. Comprovantes de treinamentos


Um dos processos mais importantes de conscientização e capacitação dos funcionários é o treinamento. Seja para funções específicas ou temas como primeiros socorros e Brigada de Incêndio, ele já faz parte da realidade de qualquer empresa. Entretanto, um treinamento pode ter sua validade questionada caso não haja um registro formal de sua aplicação.
Por isso, é fundamental que o responsável utilize uma lista de presença e até mesmo certificado. Assim, a empresa atesta o cumprimento de suas obrigações quanto ao treinamento dos profissionais para aquele assunto em questão.
Lembre-se de armazenar cuidadosamente esses comprovantes, se possível digitalizando-os, para evitar possíveis prejuízos em caso de perda.
Faça uma análise em sua empresa e confira se esses documentos estão todos em ordem, garantindo saúde e segurança no trabalho para todos os funcionários. Da redação

Segurança e saúde no trabalho: entenda a relação entre elas

A segurança e a saúde, quando consideradas no ambiente de trabalho, estão muito próximas se referentes ao colaborador e às condições em que ele labora. Sobretudo porque ambas apresentam um objetivo maior comum: a proteção e a promoção do bem-estar do trabalhador como características de sua qualidade de vida laboral.
No entanto, são ciências diferentes — cada uma com os seus instrumentos de intervenção. Apesar disso, também são igualmente reguladas pelas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho.
Acompanhe este post e saiba mais sobre a relação entre segurança e saúde no trabalho.

A segurança no trabalho

Quando se fala em segurança no trabalho refere-se às medidas que devem ser adotadas para se preservar o bem-estar do trabalhador e proteger a sua vida de possíveis acidentes no ambiente laboral. A segurança, portanto, tem natureza preventiva. Esse aspecto de prevenção da segurança no trabalho é sua característica mais marcante.
Desse modo, a segurança preocupa-se com as instalações para que não apresentem riscos de acidentes. Da mesma forma, procura orientar os procedimentos adotados no trabalho para que não permitam situações de risco. Para esse fim, indica o modo mais seguro de se proceder, a ferramenta mais adequada, o equipamento de proteção necessário para aquela atividade.
Essas atribuições de analisar, orientar e decidir sobre segurança no trabalho são restritas ao Engenheiro de Segurança do Trabalho e ao Técnico em Segurança do Trabalho.

A saúde no trabalho

Por sua vez, a saúde no trabalho está diretamente relacionada às possíveis doenças ocupacionais e profissionais. No entanto, vai muito além das doenças, e visa a preservação da qualidade de vida do trabalhador, considerando sua saúde física, mental e social.
Por outro lado, deve avaliar a capacidade laborativa do funcionário e as condições de saúde com que iniciou suas atividades na empresa, assim como quando sair. Esse objetivo é alcançado através da realização dos exames ocupacionais que ocorrem, principalmente, na sua admissão, na demissão e na mudança ou retorno de função. Além disso, também conduz exames periódicos de acompanhamento de determinados aspectos de saúde.
Essas atribuições são restritas ao Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho.

Saúde e segurança no trabalho

Saúde e segurança no trabalho atuando juntas se complementam e respondem por garantir um ambiente de trabalho melhor, mais seguro e mais saudável. O resultado é mais qualidade de vida para o trabalhador e melhor desempenho de suas atribuições. Também resultam menor absenteísmo e, consequentemente, maior produção.
De modo geral, esses dois segmentos estão reunidos no Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, dentro da empresa, e genericamente conhecido por sua sigla SESMT. São os profissionais do SESMT que avaliam, por exemplo, se determinada atividade de um trabalhador da empresa se enquadra nas previsões normativas para a percepção do adicional de insalubridade ou de periculosidade.
Por sua vez, profissionais de segurança e saúde no trabalho se congregam com os trabalhadores, juntamente com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (a famosa CIPA), quando da realização da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, todos os anos. Volk do Brasil


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Concurso MTE 2017 tem pedido reencaminhado para 800 vagas

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reapresentará ao Ministério do Planejamento, o pedido para a realização de um novo concurso público. Com a demora na realização da nova seleção, o déficit de pessoal no órgão já passa de 2 mil vagas.
O Ministério do Trabalho e Emprego tem enfrentado um grade déficit de pessoal nos últimos anos, e irá reencaminhar a solicitação de orçamento para a realização de um novo concurso público ao Ministério de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão em 2017. Com a falta de mais de 2 mil servidores, o MTE pretende ter o pedido aceito em breve, para lançar edital até início de 2018. O pedido busca 847 novas vagas para o cargo de Auditor Fiscal do Trabalho.
A ideia é de que as vagas sejam supridas de forma gradativa, no decorrer de três anos, de acordo com o que foi orientado pelo Ministério do Planejamento em nota divulgada. Durante reunião recente, Carlos Silva, Presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) acordou junto ao Planejamento, que seja dada prioridade à realização do concurso, assim que forem finalizadas as restrições aos concursos, estabelecidas pelo Governo Federal.
Desde 2014 o MTE aguarda autorização de concurso público e, devido ao atraso, já são 2.027 vagas necessárias para sanar o problema de déficit de servidores. O primeiro pedido solicitou 850 vagas no cargo de Auditor Fiscal do Trabalho, que exige ensino superior completo em qualquer área de formação e a remuneração inicial da carreira é de R$ 16.116,64, já incluído o auxílio-alimentação de R$ 458,00.
Em 2016, o MTE divulgou a solicitação de um outro concurso para selecionar 1.177 candidatos em cargos de nível médio e superior no órgão. O pedido detalha 951 vagas para Agente Administrativo, função que exige formação em nível médio completo; e 226 vagas para cargos de nível superior, em especialidades de Administrador, Assistente Social, Bibliotecário, Contador, Sociólogo, Técnico em Assuntos Educacionais, Técnico em Comunicação Social e Economista.
Conforme a tabela de remuneração dos servidores federais, os Agentes Administrativos têm remuneração de R$ 3.176,95 e os cargos de nível superior preveem salário de R$ 4.861,11, além de auxílio-alimentação para todos, no valor de R$ 458,00.
Dirigentes sindicais do Sindicato Nacional da Categoria (SINAIT) reuniram-se com o secretário de Relações de Trabalho do MPOG, Sérgio Mendonça, em duas ocasiões, porém sem acordo. Enquanto isso, o pedido de autorização pelos concursos continua em trâmite, sem previsão de ter autorização divulgada.
O apelo por parte do Senado, para abertura de um novo concurso no MTE, continua. O senador Paulo Paim solicitou ao Ministério do Planejamento que o certame possa ser liberado em breve, devido às necessidades urgentes do órgão, uma vez que o último grande concurso [na área] aconteceu em 1984. O Brasil só tem hoje 2.759 auditores do trabalho para 200 milhões de habitantes - informou Paim. A defasagem no contingente de fiscais na área produz a ínfima marca de apuração de apenas três mil dos 700 mil acidentes de trabalho registrados no país, conforme acrescentou o senador.
Dentre as funções do cargo de Auditor Fiscal do Trabalho estão as de assegurar, em todo o território nacional: o cumprimento de disposições legais e regulamentares, inclusive as relacionadas à segurança e à medicina do trabalho, no âmbito das relações de trabalho e de emprego; a verificação dos registros em Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), visando-se à redução dos índices de informalidade; à verificação do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), objetivando maximizar os índices de arrecadação; ao cumprimento de acordos, convenções e contratos coletivos de trabalho celebrados entre empregados e empregadores. Com informações da Agência Senado

SST nos frigoríficos: em ritmo lento


Recente operação deflagrada pela Polícia Federal em março desse ano, intitulada Carne Fraca, chamou a atenção do mundo para os frigoríficos brasileiros, mais propriamente para a qualidade da carne produzida no Brasil e comercializada dentro do país e no exterior. Maior exportador mundial de carne bovina e frango, e segundo maior produtor, perdendo apenas para os Estados Unidos, o Brasil produziu em 2016 mais de 25 milhões de toneladas de carnes, sendo que 25% desse volume teve como destino as exportações. 

Agora, esse grande volume de produção levanta outro questionamento importante: com está a qualidade dos cuidados à saúde e segurança oferecidos aos trabalhadores do setor? Levando em consideração todo o processo produtivo, desde o abate até a embalagem das carnes, o trabalhador é exposto a ambientes insalubres, baixas temperaturas, umidade, agentes biológicos, ferramentas cortantes, além do ritmo acelerado de trabalho nas linhas de produção, que exige repetitividade de movimentos, e pode acarretar muitos adoecimentos osteomusculares. A amônia também tem sido uma grande vilã dos frigoríficos, cujos vazamentos prejudicam tanto os trabalhadores quanto o entorno da empresa.

Nesta reportagem faremos um balanço sobre como anda o cenário nacional em relação à SST nos estabelecimentos responsáveis pelo abate e processamento de carnes, discutindo sobre sua evolução desde a regulamentação da NR 36 e o que ainda falta para a total adequação dessas plantas.De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano passado, o Brasil bateu seu recorde no abate de frangos, atingindo a marca de 5,9 bilhões, além de ter contabilizado 42,3 milhões de suínos e 29,7 milhões de cabeças de gado. 

Enquanto os estados da Região Sul lideram na produção avícola e suína, o Mato Grosso continua liderando o ranking no abate de bovinos, seguido de perto pelo Mato Grosso do Sul, Pará, São Paulo e Goiás.

O grande crescimento do setor frigorífico ao longo dos anos e seu importante papel na economia do país impulsionou sua modernização no que se refere à tecnologia e à automação, mas a realidade é que a maior parte dos processos que leva a proteína animal à mesa dos consumidores ainda conta com a mão de obra do trabalhador. Até o último levantamento da RAIS para o ano de 2015, essa demanda era realizada por 463.205 colaboradores, espalhados pelos 4.303 estabelecimentos ativos dentro do território nacional.

As atividades desenvolvidas por esses trabalhadores durante o abate e processamento de carnes, que em sua grande maioria acontecem no mesmo local, vão desde o sacrífico do animal, a sangria, escaldagem e depenagem (no caso das aves), evisceração, cortes, desossa até a embalagem e expedição do produto final. A regulamentação referente aos cuidados à saúde e segurança durante o trabalho desses colaboradores está vigente desde 2013, mas a quantas será que anda a implantação dessas exigências no dia a dia dentro dos frigoríficos? E será que elas têm sido capazes de neutralizar os perigos desses ambientes, que englobam uma série de riscos ocupacionais listados pelo Ministério do Trabalho?. Fonte: Redação Revista Proteção/Raira Cardoso 


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Quem estará vencendo a corrida por empregos entre robôs e seres humanos? Ano passado, dois renomados economistas descreveram um futuro em que os humanos ficavam na frente. Agora, porém, eles declararam um vencedor diferente: os robôs.
A indústria mais afetada pela automação é a manufatureira. Para cada robô por mil trabalhadores, até seis trabalhadores perderam seus empregos e os salários caíram até 0,75%, segundo um novo estudo dos economistas Daron Acemoglu do MIT e Pascual Restrepo da Universidade de Boston. Este parece ser o primeiro estudo a quantificar os efeitos grandes, diretos e negativos de robôs.
O estudo é também particularmente significativo porque os pesquisadores, cujo trabalho é muito considerado em seu campo, foram mais otimistas sobre o efeito da tecnologia em empregos. Num estudo do ano passado, eles consideraram provável que o aumento da automação criaria novos e melhores empregos de modo que os salários acabariam voltando a seus níveis anteriores. Reza a teoria que do mesmo modo como os guindastes substituíram estivadores, mas criaram empregos afins para engenheiros e financistas, a nova tecnologia criou novos empregos para desenvolvedores de software e analistas de dados.
Mas esse estudo era um exercício conceitual. O novo usa dados do mundo real – e sugere um futuro mais pessimista. Os pesquisadores se disseram surpresos de ver pouquíssimo aumento do emprego em outras ocupações para compensar as perdas de empregos na indústria manufatureira. Esse aumento ainda poderia ocorrer, eles disseram, mas por enquanto há muita gente sem trabalho e sem uma perspectiva clara de futuro – em especial trabalhadores fabris sem formação universitária.
“A conclusão é que mesmo que o emprego total e os salários se recuperem, haverá perdedores no processo, e vai levar muito tempo para estas comunidades se recuperarem”, disse Acemoglu.
As evidências de deslocamento de emprego pela tecnologia expostas pelo estudo contrastam com um comentário do secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, que disse num evento Axios na semana passada que o deslocamento de empregos humanos pela inteligência artificial “nem sequer estava em nossa tela de radar”, e sim “a 50 a 100 anos à frente”. (Nem todos os robôs usam inteligência artificial, mas um painel de especialistas – consultado pela Iniciativa sobre Economia Digital do MIT em reação aos comentários de Mnuchin – expressou a mesma preocupação geral com um grande deslocamento de empregos).
O estudo também ajuda explicar um mistério que vem intrigando economistas: se máquinas estão substituindo trabalhadores humanos, por que a produtividade não tem aumentado? Na indústria manufatureira, a produtividade vem aumentando mais do que em outros setores – e agora vemos evidências disso nos dados sobre emprego também.
O estudo analisou o efeito de robôs industriais em mercados de trabalho locais nos Estados Unidos. Os robôs são “culpados” pela perda de até 670 mil empregos manufatureiros entre 1990 e 2007, concluiu a análise, e esse número aumentará porque o número de robôs industriais deve quadruplicar.
O estudo acrescenta às evidências que a automação, mais do que outros fatores como comércio e terceirização no exterior que mereceram campanha do presidente Trump, foi a maior ameaça no longo prazo aos empregos no chão da fábrica. Os pesquisadores disseram que as revelações – “os efeitos negativos grandes e pesados de robôs em emprego e salários” – permaneceram fortes mesmo depois de se considerar importações, terceirização no exterior, software que substitui empregos, demografia do trabalhador e o tipo de indústria.
Os pesquisadores revelaram que os robôs afetaram tanto empregos masculinos como femininos, mas os efeitos sobre o emprego masculino foram até duas vezes maiores. Os dados não explicam o porquê, mas Acemoglu tem um palpite: as mulheres estão mais dispostas que os homens a aceitar uma redução de salários para trabalhar num campo de menor status.
Os economistas observaram o efeito de robôs em economias locais e também mais amplamente. Numa área isolada, cada robô por mil trabalhadores reduziu o emprego em 6,2 trabalhadores e os salários em 0,7%. Em escala nacional, porém, os efeitos foram menores porque empregos foram criados em outros lugares.
As revelações alimentam o debate sobre se a tecnologia ajudará as pessoas a fazerem seus trabalhos com mais eficiência, e criará novos trabalhos, como no passado, ou acabará por substituir humanos.
Restrepo disse que o problema poderia ser que os novos empregos criados pela tecnologia não estão nos lugares que estão perdendo empregos, como o Rust Belt (cinturão da ferrugem, estados onde houve um declínio acentuado da produção industrial). “Eu ainda acredito que haverá empregos nos próximos anos, embora provavelmente não tanto como hoje”, disse ele. “Mas os dados me deixaram preocupado com as comunidades diretamente expostas a robôs.”
Além dos carros, os robôs industriais são mais usados na fabricação de eletrônicos, produtos metálicos, plásticos e químicos. Eles não requerem humanos para operá-los, e realizam várias tarefas como solda, pintura e embalagem. De 1993 a 2007, os Estados Unidos adicionaram um novo robô industrial para cada mil trabalhadores – a maioria no Meio-oeste, Sul e Leste – e a Europa ocidental adicionou 1,6.
O estudo, um documento de trabalho do National Bureau of Economic Research publicado na última segunda-feira, usou dados sobre o número de robôs da International Federation of Robotics (não há dados consistentes sobre o valor monetário dos robôs em uso). Ele analisou o efeito de robôs em emprego e salários em “commuting zones” (zonas usadas em análises econômicas e populacionais), uma maneira de medir economias locais.
A questão seguinte é se a próxima onda de tecnologias – como aprendizado de máquinas, drones e carros sem motorista – terá efeitos similares, mas sobre muito mais pessoas. Fonte: Claire Cain Miller | The New York Times